Quinta, 27 de Novembro de 2014
   
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Jovens de Santa Isabel e Arujá são presos por integrar quadrilha de roubo a bancos

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SANTA ISABEL SANTA ISABEL Foto: Divulgação

Uma semana depois do crime que chamou a atenção do Brasil, a polícia segue investigando se a quadrilha já havia participado de outros roubos ocorridos em Minas Gerais.

Grande parte dos bandidos que participaram da explosão a caixas eletrônicos ocorrida em Itamonte-MG, no último sábado, residia na região do Alto Tietê. Grande parte da quadrilha era formada por homens vindos de Arujá, Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba e Santa Isabel. O grupo agia preferencialmente em cidades pequenas, com poucas vias de acesso e de pequeno contingente policial, tudo para impedir a ação da polícia.

Foi graças a uma operação conjunta organizada pelas polícias civil de Minas Gerais e São Paulo, ocorrida na madrugada do dia 22/02, que um grande roubo foi impedido. A ação que contou com a participação de cerca de 200 policiais, acabou com um saldo de nove mortos, sendo que oito eram bandidos e a última vítima se trata de um professor que foi rendido pela quadrilha quando estava em seu carro, voltando da casa da namorada.

As cidades de Piracaia, Salesópolis e Itatiba, em São Paulo; Santa Rita do Passa Quatro, Itanhambu e Itamonte, em Minas Gerais, já haviam sido alvo.

Segundo o coordenador da ação e divisionário de Crimes contra Patrimônio do DEIC, Ruy Ferraz Fontes, os policiais souberam que três cidades mineiras poderiam ser atacadas. Ao descobrirem que Itamonte seria o alvo, seguiram até o local.

Segundo os policiais responsáveis pelo caso os quinze bandidos fortemente armados chegaram divididos em sete carros. Eles estavam dispostos a roubar todos os bancos da cidade. A polícia classifica o bando como um dos mais perigosos da região. Além disso, também fazia parte dos planos, dominarem a Polícia Militar da cidade. O plano só deu errado porque há oito meses as ligações do grupo já vinham sendo interceptadas pelos policiais. Segundo a polícia, a quadrilha é responsável por pelo menos 20 explosões a caixas eletrônicos em São Paulo e Minas Gerais.

Já na manhã de sábado (22), a Polícia Civil de Mogi das Cruzes prendeu Alfredo Mancini, vulgo Alemão de 25 anos, que conseguiu fugir do cerco em Itamonte (MG). O suspeito foi preso por volta das 5h30, e confessou a participação nos crimes. Ele foi encontrado em uma casa na cidade de Arujá. Mancini foi preso na casa da namorada, já na casa dele, foi localizada em um condomínio de luxo, foram apreendidos veículos e uma moto avaliada em R$ 43 mil. Com o suspeito também foram apreendidos cerca de R$ 6,5 mil em notas manchadas com tinta vermelha, do sistema de segurança dos caixas eletrônicos. Segundo a Polícia Civil, “Alemão” não tinha antecedente criminal.

No domingo, um suspeito de integrar o bando foi morto em uma troca de tiros com a polícia em São José dos Campos. Outro suspeito foi detido. Eles tinham sequestrado um motorista de táxi da cidade de Itamonte, em Minas, após a ofensiva policial que terminou com nove mortos.

Já na segunda-feira (24), a Polícia Civil de Mogi das Cruzes fez novas diligências em cidades do Alto Tietê em busca de mais suspeitos de participar da quadrilha. No entanto, ninguém foi preso. Segundo o delegado seccional de Mogi das Cruzes, Marcos Batalha, o grupo atuava em cidades pequenas. “E com o uso de veículos, homens encapuzados e fortemente armados cercavam a entrada e a saída da cidade. Ficavam eles e os moradores. A base da PM era metralhada. Uma quadrilha especializada em explosões altamente perigosa”, conta.

Na quarta-feira (26), os policiais apreenderam três carros que pertenciam à quadrilha, de acordo com a polícia, os veículos teriam sido comprados com o dinheiro roubado nos crimes. Em Suzano, os policiais apreenderam dois carros em uma concessionária, no Centro. O outro veículo apreendido foi em Santa Isabel. Os policiais chegaram até a casa de um dos integrantes da quadrilha depois de uma denúncia.  “Direcionamos as investigações de hoje para a apreensão de veículos que estão relacionados com os investigados. Vamos continuar com as buscas com o objetivo de apreender novos objetos como armas, dinamites e tudo que pode ter sido adquirido a partir da prática criminosa”, afirma o delegado titular Alexandre Batalha. Os carros foram levados para o 3º Distrito Policial, em César de Sousa. O dono da agência em Suzano deve prestar depoimento nos próximos dias.

Para Batalha, a quadrilha já foi desmantelada. “Os principais criminosos, os mais violentos já foram pegos. Não acredito que tenha mais suspeitos. Pode haver uma ou outra pessoa presa nas próximas horas por ter contribuído para o crime”. Ainda segundo o delegado, um quarto carro foi apreendido. Dessa vez, em Mogi das Cruzes. O automóvel era de um dos criminosos que moravam na cidade e foram mortos em Itamonte.

INVESTIGAÇÃO: Durante dois meses o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e as Seccionais de Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Bragança Paulista e Cruzeiro reuniram informações sobre o grupo.

As cidades de Piracaia, Salesópolis e Itatiba, em São Paulo; Santa Rita do Passa Quatro, Itanhambu e Itamonte, em Minas Gerais, já haviam sido alvo.

Segundo o coordenador da ação e divisionário de Crimes contra Patrimônio do DEIC, Ruy Ferraz Fontes, os policiais souberam que três cidades mineiras poderiam ser atacadas. Ao descobrirem que Itamonte seria o alvo, seguiram até o local.

“Eles estavam fortemente armados. Utilizaram veículos para fechar as entradas da cidade, impedindo reforços de municípios vizinhos”, disse Fontes. “Em 30 anos de polícia, em São Paulo, nunca presenciei tamanha violência,” disse Ruy Ferraz.

CORPOS: Até o fechamento desta edição, foram divulgados os nomes dos mortos e presos em Itamonte. Os corpos identificados são de Robson Santos Souza (de São Paulo), Marcos Aurélio dos Santos Zacarias (de Mogi das Cruzes), Armando da Silva Machado Júnior (Mogi das Cruzes), Emerson Oliveira Bonifácio de Mello, Odlavison Gelain, Anderson Omena Benits e Anderson dos Santos Diogo. O corpo de Clésio, conhecido como Pita, ainda aguarda reconhecimento oficial.

PRESOS: Estão presos Marcos Siqueira Rubim, Joênio Varela de Araújo, Alfredo Luis Mancini (de Arujá) e Thiago Aikawa Padilha (de Santa Isabel). Já Deusdete Pereira de Souza foi capturado em São José dos Campos/SP. Ele sequestrou um taxista e estava com Diogo Souza Matias, que morreu na perseguição. O trabalhador foi resgatado sem ferimentos.

SANTA ISABEL: Ao ser divulgado pela imprensa os detalhes da ação da polícia em Minas Gerais, um dos presos foi facilmente conhecido por alguns moradores da cidade de Santa Isabel, que logo chegou a confirmação oficial de que se tratava do jovem Thiago Aikana Padilha, um dos integrantes da quadrilha que pretendia roubar diversos bancos na cidade de Itamonte.

Nossa reportagem foi em busca de maiores informações sobre o caso e sobre possíveis antecedentes criminais de Thiago Padilha.

Segundo o delegado titular de Santa Isabel, Dr. Carlos Alberto, ao tomar conhecimento da prisão de um isabelense, tão logo foi levantando informações sobre Thiago Padilha.

O delegado se diz surpreso com o caso, pois diversos munícipes que conheciam Thiago Padilha informaram que o mesmo é de uma família tradicional da cidade de Santa Isabel, seria uma excelente pessoa e com certo poder aquisitivo, algumas pessoas disseram que ele era rico, pois desenvolveu um grande patrimônio em cima das condições da família, pois seus conhecidos disseram que ele é um excelente vendedor e um excelente representante comercial da empresa da família. Mas que de repente começou a cair de todo o ‘castelo’ que ele criou.

“Não se sabe o porquê, não conseguimos informações pela cidade sobre o real motivo do Thiago começar a cair e se ligar no mundo do crime. Ele levantou um grande patrimônio em relação ao comércio de pedra, transporte, compra e venda de pedras e de repente cai, não se sabe por enquanto o porquê”, afirma o delegado.

Para a Polícia de Santa Isabel não havia nenhum indício de qualquer tipo de ilícito que Thiago Padilha tivesse cometido ou influenciado na cidade, mesmo morando em Santa Isabel, por enquanto não há nenhuma ação que o ligasse Thiago Padilha ao indiciado “tatu”, constantemente investigado e preso pela Polícia de Santa Isabel.

“Nesta delegacia não trabalhávamos com algo visando o Thiago, mas se analisarmos o contexto de toda essa operação, trata-se de uma operação complexa que levou vários meses de investigação, com grampo telefônico, que foi ligando as coisas. Mas não dá para falar sobre a real participação do Thiago nesse roubo, e o porquê ele entrou nesse roubo. Sabemos que existia um grupo que trabalhava na região do Alto Tietê e que provavelmente as investigações já estavam em curso para tentar estabelecer se essas explosões de caixas eletrônicos a exemplo de Minas Gerais são as mesmas de Igaratá, Mogi das Cruzes, Suzano, Nazaré Paulista, Perdões. A quadrilha em sua grande maioria é formada por Mogianos.”

“No momento oportuno, desde que eu não atrapalhe as investigações, entrarei em contato com o delegado responsável pelo caso para saber qual era o verdadeiro envolvimento do Thiago e se ele tinha outras ações que, eventualmente nas interceptações, apontasse outros planos de prática de crimes aqui em Santa Isabel e na região. Mas por enquanto está muito cedo, podendo atrapalhar as pessoas que estão fazendo essa operação de Itamonte, pois podemos ver que ela continua.” Finalizou o Doutor Carlos, afirmando que outros grupos têm efetuado roubos na região e resta à Polícia averiguar se eram grupos independentes ou um único grupo que se divide.

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